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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Baião de Dois

Feijão, arroz, queijo coalho e temperos,
juntos, somos como baião de dois
Quando você vem com passos ligeiros,
entrego-me à dança e a você, depois.
 
Na candência de corpos brejeiros,
o sanfoneiro uma pimenta pôs.
Feijão, arroz, queijo coalho e temperos,
juntos, somos como baião de dois.


Terra molhada, corações sinceros
Luar do sertão sorrindo pra mim
Somos caipiras, com olhos matreiros,
que rodam no chão cheirando a capim.
Feijão, arroz, queijo coalho e temperos

Por Luzia

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MORREU


MORREU

Agradeço a tua indiferença
e dispenso o seu sorriso fingido.
Passo longe de tua lira tensa,
pois eu juro já ter te esquecido.

Eu não te seguirei no twiter,
e já te bloqueei no MSN.
No email, não te quero mais ter.
No Orkut, meu desprezo solene.

Eu até te exorcizei de meu ser,
com ervas e arruda me banhei.
De você, eu não quero nem saber.

Todos teus vestígios eu apaguei!
Até meu antivírus te varreu.
Pois agora pra mim, VOCÊ MORREU!

Por Luzia M. Cardoso

Em interação com a poesia "Tô nem Aí" do Mestre Odir Milanez da Cunha.

PERDEU A GRAÇA

 

Você que me deseja só desgraça,
com versos destila tanta descrença.
Você que exibe marcas onde passa.
“Amigo”, no que faz, você não pensa.

Você que tanto quis me ter por perto
para melhor meus atos controlar.
Com seus emails buscou estar certo
da forma que pudesse me afetar.

Você que tanto mal está plantando.
Sementes de desprezo espalhando...
Te digo: o que faz perdeu a graça!

Terá também um dia que colher
esses frutos serão para você.
Acorda! você já perdeu a graça! 

 

Por Luzia M. Cardoso

Em um riquíssimo diálogo poético com o Mestre Odir Milanez da Cunha, "Você Aí!" e Engraçando Graças", desta como resposta surgiu a minha "Graças Engraçadas".


VERSOS DE FEL




VERSOS DE FEL

Eu não entendo, mas tu queres me ferir,
com esses atos que me causam tanta dor.
Ainda ontem, estávamos a sorrir.
Hoje, o que falas destila só rancor.

O que eu fiz para o teu ódio despertar?
O que tu fazes só me causa desprazer,
Por que com fel tu amarguras o meu mar?
Os teus poemas eu já não quero mais ler.

E os meus olhos com profunda tristeza,
vêem a amizade morrer na podridão
das correntes dessa vaidade represa

Não há nem sombras do sentimento d’então
Só há lamentos nessa tua euforia,
e que encerra tua alma na agonia.
 

Por Luzia M. Cardoso


Te enviei o Sol




TE ENVIEI O SOL

Te enviei o sol, naquele amanhecer
e você, muito encantado, despertou.
Achou que o carinho poderia ser
de sua amada, a quem sempre desejou.

Ao cordar, você logo procurou
a mulher para nos braços envolver
Te enviei o sol, naquele amanhecer,
e você, muito encantado, despertou.

Eu pretendi com os raios te aquecer,
pois, não teria o meu corpo tão sonhado.
Eu queria muito te enternecer.
Assim, eu fiz do astro meu aliado.
Te enviei o sol, naquele amanhecer.

Por Luzia M. Cardoso

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Em cacos


 
Eu me parti em muitos pedacinhos,
talvez, tentando ser o que queriam.
A tristeza chegou devagarinho,
cegando os meus olhos, que a seguiam.

Transformei-me em tantas mil figuras,
achando, assim, poder te reencontrar.
De minh'alma se fez as agruras,
a desilusão pôde se instalar.

Por agora, perdida e doente,
vejo muitas trevas no caminho,
dessa obsessão sou dependente

Eu não mais entrarei nesse recanto.
Vejo que eu estou sofrendo nessa cruz,
preciso acabar com o meu pranto.

Agora vou fechar-me numa Luz
que não destrua meu amado ninho,
evitando essa porta que seduz
e os desejos de teu louco carinho.

Necessitarei catar meus pedaços,
megulhando fundo no meu eu
Talvez precise desatar os laços,
não mais cobiçar o amor teu.

Quem sabe se algum dia já refeita
eu possa novamente aqui entrar,
vestida em lindo manto de festa.

Agora, eu vou embora me encontrar
Eu quero muito sol no meu caminho
voltar a ser Luz, para brilhar.


Por Luzia. Postada no www.cantodoescritor.com.br com o nickname Lolita de 0705 a 19/05/2010

Pierrot

Quem é você Pierrot mascarado,
que também vem dançar no salão de Orfeu?
Eu não sou a Colombina que procuras,
estou sem máscara, vou bailar com o amor meu.

Parece que você está muito confuso
de tanto pranto que esconde nessa alegria
com esse teu gesto largo e profuso
lembra muitos personagens em nostalgia

E essa lágrima pintada em tua máscara
já desbotada pelas tritezas de teu canto,
deixou muitas manchas onde tocou a tua lira.

Contudo, hoje eu quero me acabar em purpurina,
pulando abraçada e agarrada ao meu encanto,
pois foi para ele que eu vim vestida de bailarina.

 

Por Luzia. Postado em www.cantodoescritor.com.br com o nickname katy de 15/05 a 19/05 de 2010.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

É trabalho ou conspiração?








Essa trova foi escrita para pessoas que conspiram, destróem projetos, amizades, sobrecarregam o outro, descaracterizam ações e acreditam que esse é o único meio de se sobressaírem na vida e no trabalho.



Devemos combater o ASSÉDIO MORAL, pois a vítima fica deprimida, doente, estigmatizada, se sente culpada, perde o interesse e pode morrer!!!!



Por Luzia (poesia e edição).

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ACRÓSTICO A LUZIA






Luta! E a pedra que surgir
Um dia será superada;
Zelando pelo porvir,
Inda que seja sofrida...
A paz será alcançada.


 
Recebi hoje...Que honra!!!! Um acróstico feito prá mim!!! Obrigada, Poeta!!!!!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Trabalhadores

  
 
Trago do trampo
prata prá luta.
Labuta que tira
fruto da terra.
Na estrada, batalho,
na pedra, trabalho.
SOU PROLETÁRIO!

Por Luzia 

23/09/2010 Essa trova, sob o título "No Trampo",  está entre os 100 poemas classificados no concurso TOC140, promovido pela FliportoPE ( http://twitter.com/fliportoPE),  e será publicada na coletânea "Os cem melhores poemas do TOC140".

 E-book Toc140, página 151


Postado também em http://sitedepoesias.com.br/poesias/54017 (no formato da primeira versão)

09/02/10 Pensando bem, o penúltimo verso em vez de ser "na gruta, trabalho", foi substituído por "na pedra, trabalho" e o último em "caixa alta"Parece que ficou melhor, ou não.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Bonequinha






É gatinha da mamãe, boazinha e adestrada.
É a bonequinha do papai que não pode se ferir.
Garotinha conformada para ser mulher domada,
em seu  rumo a menina não consegue interferir.

Em boneca transformada para não poder agir,
cresce toda "inha", parecendo inanimada.
É gatinha da mamãe, boazinha e adestrada.
É a bonequinha do papai que não pode se ferir.

Bonequinhas na estrada não fazem a caminhada,
sujeitas na história a brinquedos de queridos.
Foi menina malcriada para ser mulher casada,
não reage às algemas de chamegos de maridos.
É gatinha da mamãe, boazinha e adestrada.


Por Luzia (poesia, foto e edição).
 
E publicado em https://www.camarabrasileira.com.br/apol64-074.htm
  



Tentei fazer essa poesia no estilo Rondell. Acho que agora eu consegui.
Inicialmente postei esse ensaio com três quadrilhas e uma quintilha, assim:

A gatinha da mamãe, boazinha e adestrada,
é a bonequinha do papai que não deve se ferir.
Garotinha conformada para ser mulher domada,
nesse rumo de menina não consegue interferir.

Crescendo toda "inha", parecendo inanimada,
fica presa a grades, para nelas poder existir.
A gatinha da mamãe, boazinha e adestrada,
é a bonequinha do papai que não pode se ferir.

Bonequinhas na estrada não fazem a caminhada,
sujeitas na história ser brinquedos de queridos.
A gatinha da mamãe, boazinha e adestrada,
não reage às algemas de chamegos de maridos.
Foi menina malcriada para ser mulher casada.

A gatinha da mamãe, boazinha e adestrada.
é a bonequinha do papai que não pode se ferir.
Não é vidro nem borracha, é mulher domesticada
em boneca transformada para não mais poder agir.
 
  Meu amigo José aparecido Botacini me esclareceu que Rondell não pode ter variações, mantendo o formato desde sua origem. Assim, retirei uma estrofe e, para adaptar o que tinha elaborado ao Rondell, fiz outras modificações. 

Reproduzirei, abaixo, a sugestão desse meu amigo, pois também gostei de suas mudanças.
 Assim é a gatinha da mamãe, boazinha e adestrada,
é a bonequinha do papai que não deve se ferir.
Garotinha conformada para ser mulher domada,
nesse rumo de menina não consegue interferir.

Crescendo toda "inha", parecendo inanimada,
fica presa a grades, para nelas poder existir.
Assim é a gatinha da mamãe, boazinha e adestrada,
é a bonequinha do papai que não pode se ferir.

Bonequinhas na estrada não fazem a caminhada,
em boneca transformada para não mais poder agir,
Não é vidro nem borracha, é mulher domesticada.
Garotinha sem vontades, nem direito de sorrir,  
Assim é a gatinha da mamãe, boazinha e adestrada.
 
06/02/10 - Quando eu postei essa poesia, a primeira estrofe escrevi assim:
A gatinha da mamãe, boazinha e adestrada,
é a bonequinha do papai que não deve se ferir.
Garotinha conformada para ser mulher domada.
No destino da menina todos querem interferir.

Depois de muito pensar, cheguei a conclusão que esse destino estava sendo muito determinado, e assim, resolvi mudar, mas acho que os dois ficaram bons.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu, você e todos nós


Primeiros passos,
Descoberta, euforia.
Tropeços, cautela, correria...

Novos passos,
Minha vida que traço...

Caio e levanto...
Prossigo com o corpo já marcado
Por todos os passos já dados.

Passos...
                   Passos...
                                  Passos...
                                             Passos...

Só,

Meus 
Passos.

Só,
Meus passos,
sós.

Quero novos passos!
Quero outros passos
Com os meus passos.

Atenção aos passos ouvidos!
Eis o som
No meu compasso!


Passos... 
                         Passos...

          Passos... 
                               Passos...
                     
                          Passos... 
                                       Passos...


Continuamos no caminho...
Nós, nossos passos,
Um só compasso.

A estrada é longa...
Surgem pedras,
Surgem muros.
Tem as cercas e buracos...
Tem tropeços... Quedas...
Pegas...

Descompasso...
Passos...
Não posso...
Eu passo...
Repasso...
Repassa...
Traços...

Passos...
              Passos...

Sós.

Passos, somente.
Novamente,
Só 
Meus passos.

Agora digo:
- Meus passos, meu espaço...
Eu... Meu.

Mas alguém ouve os meus passos,
não dá trela para o espaço,
e acompanha meu compasso.

-E o receio desses novos passos passarem?

Desarmonia... 

Isso arranha a melodia.

Os passos insistem...
Passos ligeiros...
Emparelham...

Passos... 
                        Passos...
Passos... 
                           Passos...
Passos... 
                         Passos... 
Passos... 
                        Passos...

Passos receosos, os meus.
Atraso? Enfrento? Retorno?

Passos... 
                        Passos...
Passos... 
           Passos...

Passos...
                            Passos... 
Passos...
             Passos...

Persistem! 
                       Encostam!

Eu já quero esses passos.

- E as marcas dos outros passos?

Não quero mais as marcas...
Quero os passos...
Esses passos, no mesmo espaço...
Os nossos passos...
Por Luzia



Esta é mais uma de minhas reflexões, também escrita nos anos 90.

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