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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Tecidas Teses



                                                                   Dialogando com o desenho de Fernando Szklo. 











Título do desenho:"Rosas a me Seduzir"

Foto e desenho de Fernando Szklo.



Sugestão de leitura: 

A Mulher Aranha e a Mulher Pensamento. 

A Lenda de Aracne e Atena. 

sábado, 23 de julho de 2016

E-mail a Manuel Bandeira


E-mail a Manuel Bandeira


Prezado Poeta,

Foram-se décadas...
Hoje, àquele bicho que encontraste
na imundice dos págios urbanos,
juntaram-se muitos, e muitos mais.
Todos da mesma espécie!

Disputam, com ratos,
magras carnes de gatos.
Enroscados, qual cachorros,
vão vivendo só de restos.

Numa selva de detritos,
impregnados de lixo,
mosquitos, larvas e baratas.
Todos bichos esquisitos.

No passado, viste um.
Hoje, vemos multidão.

"Por Deus, não são bichos, são Humanos!"

Homens, repastos de outros homens
num triste banquete,
onde os outros, como dantes,
agem como urubus!

Luzia M. Cardoso


sábado, 25 de junho de 2011

Sem Medida




S      E      M       M     E     D     I     D      A


Bem me quer,

Vou chorar

se não der

O que faço

du mon coeur

il preure

pour toi.

Quero agora

te beijar

se você

puder deixar.

Et regardes moi

il n'y a pas de rimes

sans toi.

Et maintenant,

qu'est ce

que tu faire?

Vou falar

de toda forma

que je t'aime

mon amour

and I speak

I love you.

Bem me quer

é o meu tema

e o teu beijo

o meu poema.

Vou agora

te encontrar

se você me

acenar

Bem me quer,

nesse espaço

eu já não sei

mais o que faço.

Nessas linhas

que eu traço

quero apenas

o teu abraço

e toda rima

com amasso. 

Só não quero que teus passos 

desalinhe o compasso

destes versos

 feito a metro                             

E assim eu inventei

                            um poema sem media .      

                            Acho é que

                            um concreto,

                            Se não soa

                            como um soneto,

                            Criadora e criatura...

                          ou será só  criação

                            nessa louca

                            que confusão?

                        

  Luzia M. Cardoso


sábado, 4 de dezembro de 2010

Precipício



Precipício


Profere apressado passo
Passado impresso
Posse ímpia
Pútrea paz
Pulsa
Pede
Pise
Pule

Luzia M. Cardoso

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Melancolia



Melancolia (poesia concreta)

 

 

 

Da

luz,

Fez-se

o breu... Do ar

apenas angústia

 A esperança que era

chama, se apagou e

 junto, foi-se o amor.

Fenece, assim, a

poesia

 

 

 

(Inspirado na música de Freddie Mercury: How Can I Go On)


Poema selecionado para publicação em

http://blogdaizabellevalladares.blogspot.com

domingo, 2 de maio de 2010

Ventania



Ventania


Vento que venta é ventania

e vem ventando a minha vida.

Volta vento,

faz a volta,

varre a via

e voe o vezo.

Vele o verbo

e a quem vejo.

Invente e vente

vozes veemente.

Vale a vida

em minha veia

e eu visto o véu

que em mim valsea.


Luzia M. Cardoso

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Na Onda de Bandeira







Uma homenagem a Manuel Bandeira


Aonde anda
a onda ainda?
Ainda ando
aonde há onda.
Há onda ainda
aonde ando?
A onda onda
aonde ondo.
Aonde anda
ainda há onda?
Há onda onde,
aonde onda?


Por Luzia (poesia, desenho e edição).


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu, você e todos nós


Primeiros passos,
Descoberta, euforia.
Tropeços, cautela, correria...

Novos passos,
Minha vida que traço...

Caio e levanto...
Prossigo com o corpo já marcado
Por todos os passos já dados.

Passos...
                   Passos...
                                  Passos...
                                             Passos...

Só,

Meus 
Passos.

Só,
Meus passos,
sós.

Quero novos passos!
Quero outros passos
Com os meus passos.

Atenção aos passos ouvidos!
Eis o som
No meu compasso!


Passos... 
                         Passos...

          Passos... 
                               Passos...
                     
                          Passos... 
                                       Passos...


Continuamos no caminho...
Nós, nossos passos,
Um só compasso.

A estrada é longa...
Surgem pedras,
Surgem muros.
Tem as cercas e buracos...
Tem tropeços... Quedas...
Pegas...

Descompasso...
Passos...
Não posso...
Eu passo...
Repasso...
Repassa...
Traços...

Passos...
              Passos...

Sós.

Passos, somente.
Novamente,
Só 
Meus passos.

Agora digo:
- Meus passos, meu espaço...
Eu... Meu.

Mas alguém ouve os meus passos,
não dá trela para o espaço,
e acompanha meu compasso.

-E o receio desses novos passos passarem?

Desarmonia... 

Isso arranha a melodia.

Os passos insistem...
Passos ligeiros...
Emparelham...

Passos... 
                        Passos...
Passos... 
                           Passos...
Passos... 
                         Passos... 
Passos... 
                        Passos...

Passos receosos, os meus.
Atraso? Enfrento? Retorno?

Passos... 
                        Passos...
Passos... 
           Passos...

Passos...
                            Passos... 
Passos...
             Passos...

Persistem! 
                       Encostam!

Eu já quero esses passos.

- E as marcas dos outros passos?

Não quero mais as marcas...
Quero os passos...
Esses passos, no mesmo espaço...
Os nossos passos...
Por Luzia



Esta é mais uma de minhas reflexões, também escrita nos anos 90.

Em terapia


Você explora,
consciente,
corpomente.

Você percebe, conhece
pessoal 
                      mente.

Numa relação profissional
uni 
               lateral.

Você ajuda no des cobrir-se,
no permitir-se,
no sentir-se...

Como?

Você faz, mexe, pega, ouve e diz:

- Sente!

O quê?

A unilateralidade da real
                                                ação?

E o eu

reprimidodeprimidocomprimido

Inter 
            roga

Droga!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E paga...
E chora...
E fala.

E é pego, mexido, ouvido, ensinado, questionado...

Na horizontalidade da

r
e
a
l
a
ç
ã
o
?!


Por Luzia


Essa poesia foi uma catarse. Também escrita nos anos 80. Época de conflitos, externos, internos.
Fazer terapia era tudo de "in" e, para os mais ousados, a terapia reichiana era estar "linkado" ao corpo que fala.

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