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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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domingo, 30 de setembro de 2012

A Sunga


A Sunga

Luzia M. Cardoso

Os teus músculos perfeitos
Deixam-me ar rarefeito
No que queres desnudar.
E consegues o efeito,
Conturbando o meu peito,
Vê meu sangue transbordar.

O teu corpo desse jeito
Muda todo o conceito
Qu’alguém julga preservar.
A tua pele dita o pleito,
Quando posas satisfeito
Para os olhos provocar.

Essa sunga é só confeito,
Sobre o manto, o respeito
Sente a hora de faltar.
E assim eu aproveito,
Nos teus braços, me ajeito,
Deixo a onda comandar.


Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2012

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

UIRAPURU APAIXONADO


Rasga o canto da noite o som da mata,
agudo solo do Uirapuru,
aos pés do rio, numa serenata:
Fiviiii, fiviii, fivivuuu, fivivuuu!

Para quem cantas, oh, voz da magia?
Revela tua musa, Uirapuru.
Será a cascata que te assovia?
Ou será a índia Potyrusú?

Mira o rio, segue encantando
E eu vejo, ao longe, alguém despertando,
lançando o aroma, nos braços do vento.




Logo, eu desvendo o segredo do evento:
Aquela que à noite vens acordar,
é Vitória-Régia, pronta pra amar.

Luzia M. Cardoso








quinta-feira, 21 de julho de 2011

Degredo






Degredo

 

Oh, desprezo que me açoita,
desfolhando-me aos olhos tantos,
e deixa minha alma à própria sorte,
contorcendo-se em desencanto.

Oh, desprezo, peço-te anistia
cabisbaixam-me os reversos.
Ferem-me, cruéis, as noites frias,
escurraçam-me os versos.

Oh, desprezo, também é meu sangue,
em vermelho tão escuro,
o que sai da artéria para a tela
e extrapola tantos muros.

Oh, desprezo tenhas dó,
sou apenas nota humana
de uma pauta aparente,
entre linhas tão insanas.

Ah, mas se as brumas não permitirem
que minha luz tu vejas ao dia,
seguirei por entre trevas,
numa eterna travessia.

E irei sempre em frente,
subvertendo a poesia.

Luzia M. Cardoso




sábado, 25 de junho de 2011

Sem Medida




S      E      M       M     E     D     I     D      A


Bem me quer,

Vou chorar

se não der

O que faço

du mon coeur

il preure

pour toi.

Quero agora

te beijar

se você

puder deixar.

Et regardes moi

il n'y a pas de rimes

sans toi.

Et maintenant,

qu'est ce

que tu faire?

Vou falar

de toda forma

que je t'aime

mon amour

and I speak

I love you.

Bem me quer

é o meu tema

e o teu beijo

o meu poema.

Vou agora

te encontrar

se você me

acenar

Bem me quer,

nesse espaço

eu já não sei

mais o que faço.

Nessas linhas

que eu traço

quero apenas

o teu abraço

e toda rima

com amasso. 

Só não quero que teus passos 

desalinhe o compasso

destes versos

 feito a metro                             

E assim eu inventei

                            um poema sem media .      

                            Acho é que

                            um concreto,

                            Se não soa

                            como um soneto,

                            Criadora e criatura...

                          ou será só  criação

                            nessa louca

                            que confusão?

                        

  Luzia M. Cardoso


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

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