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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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sábado, 16 de junho de 2018

Marílias de Cecília



Marílias de Cecília 



Onde estará Marília
com o seu lenço bordado?
Aquela do lenço branco
Com coloridos riscados.

Onde estará Marília
com os seus pontos cruzados?
Pontos às vezes dourados,
Noutras, tons acinzentados.

Onde estará Marília
Com os seus laços encarnados?
Laços nos cantos do lenço
Aos raminhos enredados.

Onde estará Marília,
Marília e o seu lenço marcado?
Marília dos suspiros profundos
Pelo tempo arrancados.

Por onde andará Marília?
Marília, por onde andarás?
Em qual dos cantos do lenço
Fechaste teu tempo lá atrás?

Não mais encontro Marílias,
Não mais lenços bordados.
Hoje, os lenços são frios,
Sem cestos por pombos levados,

Hoje, os lenços de panos,
Ou de papéis amarrotados,
Ficam vazios de sonhos,
Em qualquer canto largados.

Lenços tomados por sombras
Não se prestam a recados.
Hoje, os lenços se encharcam
Em salgados alagados.

Não há tempo para Marílias,
Não há tempo para bordados.
Nos tempos de hoje em dia,
O céu tem projéteis cruzados
E o alvo lenço de Marília,
Já aos primeiros pontos,
Na sequência das rajadas,
Estaria em suas mãos,
Totalmente encarnado.

Luzia M. Cardoso

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Aves de Estação





Aves de Estação



Poemas são como aves, 
Aves de estação. 
Aves ensaiam voos, 
Ora chegam, ora pousam, ora vão... 

Poemas são como aves, 
Aves gostam da amplidão. 
Aves coloridas,
Ora cantam, ora calam, ora estão... 

Poemas são como aves, 
Aves não param no chão.
Aves temem as grades, 
Ora espreitam, ora chamam, ora não... 

E poetas?
Ah, poetas... 
Poetas são como galhos, 
Galhos de qualquer árvore. 
Galhos que se entregam 
para as aves fazerem arte.

Luzia M. Cardoso

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Quereres






Quereres


Do mar, 
apenas o sal. 
As ondas assustam; 
A areia, 
os grãos se perdem 
ao caminhar; 
E o horizonte... 
Ah, o horizonte... 
Não há olhos que o alcancem 
ao anoitecer.

Luzia M. Cardoso