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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
http://twitter.com/#!/luzia48

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domingo, 28 de março de 2010

Penas pra todo lado



O tumulto estava armado:
Um galo elegante, brejeiro;
um velho cachorro matreiro.
O galo era muito folgado,
O cachorro estava deitado.
O certo é que o galo queria
com o outro fazer zombaria
O cachorro em sua velhice
não gostou daquela chatice.
Acabar com aquilo teria

Galo querendo zoar
cachorro revoltado
veremos logo voar
penas pra todo lado

E o galo muito implicava
Com aquele cachorro raivoso,
que era também preguiçoso.
O seu rabo, o galo bicava,
de um lado pro outro pulava
Por mais que o cachorro fizesse,
por muito que o rabo batesse
O galo sorrindo de lado
Fingia ser muito abobado,
Não deixava que o esquecesse.

Galo querendo zoar
cachorro revoltado
veremos logo voar
penas pra todo lado

Ao ver o seu rabo inchado,
O cachorro ficou nervoso
já que aquele galo espaçoso
sua paz tinha acabado.
Precisava parar o danado.
Saltou feito fera irritada
E rápido em sua pegada
mordeu o penudo atrevido.
O problema foi resolvido:
O galo pra outra morada

Galo querendo zoar
cachorro revoltado
E vimos logo no ar
penas pra todo lado.

Por Luzia, poesia, foto e edição.


sábado, 27 de março de 2010

O Grito da Hora


Vamos todos nos unir
Só sessenta minutos
e o mundo sacudir,
poupando outros custos. 

Os líderes das nações
precisam saber frear
a ganância de ações
onde grupos vão lucrar.

Muitos na miséria,
tão poucos em mansões.
É tanta lamúria
para poucas soluções.

Então, vamos apagar
as luzes neste dia.
É a forma de gritar: 
Basta de Covardia!

Sabemos que 60 minutos uma vez por ano não resolve os desgastes da ação do Homem na Terra. Contudo, é uma forma de mostrarmos que não concordamos com essa exploração desenfreada.
Então, juntemo-nos a esse protesto silencioso: Hoje, apague as luzes por uma hora, entre 20:30h e 21:00h.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Desembestei nesse galope...



Quero aprender a fazer um cordel

na trilha de Gilbamar vou entrar.

Agora eu preciso caminhar.

Primeiro eu aprendi o rondell,

e mandei o medo pro beleléu.

Briguei com a métrica e a rima.

Está faltando tema pro clima

Agora eu estou é perdida!

Cadê a palavra esquecida?

Será que ela cai lá de cima?



Mal aprendi a fazer o sexteto,

e já quero correr num galope!

Não sei se darei muito ibope,

mas, se eu domino o quarteto,

e consegui aprender o soneto,

também vou conduzir este trote.

Não sei onde encontro um mote,

para eu não deixar tudo ao léu.

É melhor rogar ajuda ao céu,

já que não guardei rimas no pote.



E agora, amigo o que faço?

Meu cordel está desembestado!

Não sei se vou sair desse estado!

Preciso que me pegue com laço.

Eu não enxergo mais o teu passo.

Espero que logo chegue alguém,

pois me aguarda no fim o meu bem,

que torce por mim nessa viagem.

Mas, parece que só vejo miragem,

e nesses versos não tenho ninguém.





Preciso agradecer ao poeta Gilbamar pois tenho os seus cordeis como referência para o meu aprendizado.



quinta-feira, 18 de março de 2010

Dor





RONDEL DA DOR


Dor- agulhada no peito,
ferida aberta, sangrando.
Algo como tormento
que te deixa agonizando.


Dor - sentimento profundo
que torna o ar rarefeito.
Dor, agulhada no peito,
ferida aberta, sangrando.


Quando vira lamento
segue voraz maltratando
corpo, alma, sentimento...
E sonhos despedaçando.
Dor - agulhada no peito.

Luzia M. Cardoso
Reeditado em 28\05\2014


sábado, 13 de março de 2010

14 de março: Dia de Nacional da poesia




É hoje, é quatorze de março,
Dia nacional da poesia.
Nessa onda, não perco o traço,
entro no tubo da fantasia.

Torço as fibras da nostalgia,
com muitos sonhos de luz que faço.
É hoje, é quatorze de março,
Dia nacional da poesia.

Rimas livres estão no espaço,
fazendo versos com melodia.
Tem sol e lua, e passo-a-passo
vamos dançar com a poesia!
É hoje, é quatorze de março,


Por Luzia (poesia, desenho e edição)

15/03/10 - A  última estrofe foi aqui alterada para manter o estilo do rondell. Veja o  texto original.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Quand...






Quand....
La lumière de tes yeux
pénètre dans mes yeux...
...Je tremble d'émotion.
Quand...
La force de ton bras
enlace mon corps...
...Je fais fondre la passion.
Quand...
L'astuce de tes lèvres
dévorent mes lèvres...
Je dérive dans l'espace.
Quand...
Tes mains et tes doigts
découvrent les secrets de mon corps...
Je suis au-delà de l'imagination.
Quand...
Les vagues de ton corps
dominent les vagues de mon corps...
...Je me donne au plaisir.
Quand... 
Le va-et-vient qu'est le tien
mène le va-et-vient qu'est le mien...
...Je me rends lentament.
Quand...
...Je dors sur ton dos
et tu détends près de moi...
... Nous écrivons notre chanson.


Por Luzia (poesia e edição)

Foto: Lucinda Cardoso Rodrigues



Essa poesia foi escrita originalmente em português, mas achei que ficaria linda em francês, assim, ousei fazer essa versão.


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