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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.
A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
http://twitter.com/#!/luzia48
Direitos autorais registrados na FBN
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
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domingo, 14 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
A Sunga
A Sunga
Luzia M. Cardoso
Os teus músculos perfeitos
Deixam-me ar rarefeito
No que queres desnudar.
E consegues o efeito,
Conturbando o meu peito,
Vê meu sangue transbordar.
O teu corpo desse jeito
Muda todo o conceito
Qu’alguém julga preservar.
A tua pele dita o pleito,
Quando posas satisfeito
Para os olhos provocar.
Essa sunga é só confeito,
Sobre o manto, o respeito
Sente a hora de faltar.
E assim eu aproveito,
Nos teus braços, me ajeito,
Deixo a onda comandar.
Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
Pública Afonia (Poema em trovas no estilo medieval)
Pública
Afonia
Foi-se o tempo do embate
n’arena, falas expostas.
Hoje, a cena do combate
é à sombra, pelas costas.
A esquerda à direita!
Siga os passos, manda a vez.
Siga os passos, manda a vez.
O medíocre s’aproveita,
quer valores do burguês.
Com migalhas se deleita,
diz que faz o que não fez.
A esquerda à direita!
Siga os passos, manda a vez.
Siga os passos, manda a vez.
Se conquistas vão a leis
e ameaçam regalias,
antes que as apliqueis,
vêm, vos calam covardias.
A esquerda à direita!
Siga os passos, manda a vez.
Falsos brilhos sem embargos
corroendo
as carreiras.
Serpentinas e afagos
abrem portas nas barreiras.
A esquerda à direita!
Siga os passos, manda a vez.
Traças sobem entre canos
onde oprimem operárias.
Não s’importam com os danos,
vão roendo arbitrárias
A esquerda à direita!
Siga os passos, manda a vez.
E os membros engessados
dizem que nada mudou,
pois, assim, tão amarrados,
ninguém viu, nem escutou.
A esquerda à direita!
Siga os passos, manda a vez.
A ordem vai pelo avesso,
maquiando o seu tom.
Todo lema é réu confesso,
da expressão matou o som.
Virtual é a bandeira
Cujo mastro a mão largou.
Luzia M. Cardoso
RJ, 29 de Setembro de 2012
RJ, 29 de Setembro de 2012
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