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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Pó Libertário




 Pó Libertário


Se de ser divino eu fosse um sonho,

abraços camaradas mais teria.

Creio, ser pesadelo tão bisonho; 

fosso entre  centro e periferia.


E eu sendo ou não um pensamento,

insisto, por aqui, nesse sentir.

Sozinha, nesse vento turbulento, 

na roda dessa onda de existir.


Divino ou terreno, que me importa?

Girando, sem eixo para agarrar,

ferve o que pulsa minha aorta. 


Se são mesmo eternos  esses ais, 

mesmo que seja um pó nesse cenário,

insisto os meus caminhos rabiscar.

Se pó, serei pólen nos roseirais.


Luzia M. Cardoso

RJ, 11 novembro 2021

terça-feira, 9 de novembro de 2021

No Meu Caminho




No meu caminho


Eu poderia falar das pedras
e dos espinhos.
Poderia me irritar
com mosquitos
e marimbondos...

Ah, o meu caminho
Tem os contornos de meu olhar
e saltam aos meus olhos
as pitangas, mangas,
goiabas e amoras.
Frutas doces de minha infância,
presentes de cada um de meus dias,
que pelas frestas dessa estrada
teimam em brotar.
Apontam flores,
em muitas cores e perfumes
e rosas.
A rosa branca pequenina
que serenou de Caetano as retinas
escorrendo das dele, brotam nas minhas,
e vão deixando a atmosfera
muito mais cristalina.

Luzia M. Cardoso

terça-feira, 13 de julho de 2021

Quando há uma urna nos ponteiros


 

Quando há uma urna nos ponteiros

 


E um dia o sol não nasce como antes.

Vem de longe um sopro frio penetrante,

Quando, súbito, a voz eleva um xingamento

Que se lança, incandescente, ao corpo e mente.

 

E, tal qual, o sol nascente e poente

Que não cansa de ser roda e rodar,

Noutro dia, a mão se lança ao rosto à frente,

E num baque deixa tudo arroxear.

 

Seguem dias, entre tapas e xingamentos,

Se alternam fortes socos e pontapés.

E o sol que não brilhava, já se esconde,

E se apaga, se decifra os rapapés.

 

Os degraus de cada escada sentem o dolo

E o chão de cada cômodo, vermelho sal.

Cada quina das mobílias são punhais

Invasivas, lacerando tal e qual.

 

Não há sopro que sustente esse baque,

Não há forças que ajudem a levantar.

E, assim, quando espremem as paredes,

O relógio dia ajuda a urna a se fechar.

 

Luzia Magalhães Cardoso


#violênciacontraamulher #bastadeviolência


quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Papo Reto (Triolé)

 


Papo Reto

(Triolé)

 

 Bora, bora, companheiro!

O dia urge pra gente.

Ele passa bem ligeiro!

Bora, bora, companheiro

Por aqui, és passageiro.

Passamos, literalmente.

Bora, bora, companheiro!

O dia urge pra gente.


Luzia M. Cardoso

 


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Caça Fantasmas

 



Caça Fantasmas 

 

Tenho amigos queridos

Que chegaram para mim

Sem cobranças, alaridos:

Lili, Mingau e Pudin.

 

Quando correm pela casa,

Revirando canto a canto,

Meu coração extravasa

E se enche de encanto.

 

Se a vida está na roda,

Sombras jogam para fora.

Limpam tudo à sua moda.

 

E, comigo em qualquer hora,

O fantasma qu’incomoda,

Na patada, mandam embora.

 

 Luzia M. Cardoso

 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

No meu Pé (Triolé)

 





No Meu Pé 

(Triolé)

 

Gosta de pegar o pé

Pela ponta do dedinho

Mais parece um jacaré.

Gosta de pegar o pé!

Pega e gruda qual chulé.

Que danado cachorrinho!

Gosta de pegar o pé

Pela ponta do dedinho!


Luzia M. Cardoso

 


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