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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Garota Papo Firme (xavecos de Deo-Ferraz)




 
Dava voltas pela praça,
com minha longa cabeleira,
namorando a noite inteira.
Amor livre, sem trapaça.

Com a mina no possante,
muito mais acelerava.
Ia longe e nem ligava
pro que vinha adiante.

Nosso jeans tão desbotado
revestiu o meu passado
com aroma, luz e cor.

E a garota papo firme
fez minha vida mais sublime
tatuando “Paz e Amor!”



sábado, 3 de setembro de 2011

Batuque da Ausência (xavecos de Deo-Ferraz)





Vou brincando com a tristeza,
quero ver no que vai dar,
batucando aqui na mesa
eu lamento neste bar.

Vejam, as folhas do abandono
estão voando por aí.
Já não sinto esse outono,
dedilhando o bandolim.

Um amigo pega a flauta,
outro toca o violão.
A solidão deita na pauta,
no chamego da canção.

Rompe o nervo o cavaquinho,
à flor da pele do pandeiro.
Tua ausência, meu benzinho,
rodopia o dia inteiro.

Vinagreto nesta tarde
com o dó no tom da nota.
Sibemol faz tanto alarde,
sai de mim como anedota.

Amanhã, ao fim do dia,
eu te aguardo na estação.
Hoje, eu gingo na agonia,
colcheiando o coração.

Tua ausência é como espinho
no meu corpo o dia inteiro.
Choro com o cavaquinho,
lavo a alma no pandeiro.

Apresentando Deo-Ferraz





sábado, 27 de agosto de 2011

É uma Brasa (xavecos de Deo-Ferraz)




Que garota terrível,
olhar 99.
Seu corpo, indescritível
alvoroço promove.

O sorriso de gueixa
um mistério revela.
Seu gingado me deixa
lá, prostrado à janela.

Como é bela a pequena,
é uma onda que arrasa,
sua pele morena
queima como uma brasa.

O que devo fazer
para a moça eu beijar?
Não consigo conter
meu desejo de amar. 

sábado, 20 de agosto de 2011

No Ponto (xavecos de Deo-Ferraz)


 
No PonTo
// Deo-Ferraz //




Calor
aumenta
m'esquenta
Oh, flor!


Te deito
no solo
Decoro
teu peito.


Vem cá
m'ensina
Divina.


Me mata
me farta
Vem já!






Apresentando Deo-Ferraz


A ideia de dar vida a um heterônimo masculino surgiu em minhas viagens pelas páginas literárias da Internet. É interessante o número de personagens presentes nessas páginas, de forma que muitas vezes interagimos com algumas cabeças pensantes, que se multiplicam em pseudônimos e heterônimos pelo espaço virtual.

Algumas personagens parece terem sido criadas para darem voz às inspirações de perfis variados, como o fez Fernando Pessoa. Em outras, o mundo virtual reflete fantasias e intenções diversas.

Assim, viajando pelos escritores consagrados e navegando pelo espaço virtual, fui entrando em contato com os meus eus poéticos. De repente, deparei-me com a voz masculina de meu mundo interior. Talvez aquela voz que que ouvi durante os primeiros passos de meu caminho esteja agora conquistando o seu espaço em meus poemas.   Surge, então, Deolindo Ferraz.

Deolindo é um homem de bem com a vida, geminiano de 54 anos, nascido em 18 de junho de 1957. Passou pelo movimento hippie, teve cabeleira nos anos 60/70, pregou a liberdade sem restrições. Mas a vida é uma roda gigante e Deolindo também teve que girar para garantir o pão nosso de cada dia e, no mundo do trabalho, a liberdade é o preço...

Esse é o Deolindo e que assina os textos como Deo-Ferraz. Trata-se de um eterno apaixonado. Escreve em versos clássicos e livres, brinca com a rima, com o ritmo, com as palavras. Seu tema preferido é o amor e as mulheres (e como não seria?) e seus textos vêm em tom de malícia, ternura e nostalgia.

Assim, dando voz ao meu heterônimo, trago os xavecos de Deo-Ferraz.

Luzia Magalhães Cardoso

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