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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.
A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
http://twitter.com/#!/luzia48
Direitos autorais registrados na FBN
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
Terra Lavrada
Terra
Lavrada
Sol que arde sobre a terra
Poderá rachar o chão.
Se quem lavra os olhos cerra,
Só verá devastidão.
Pois a chuva violenta
Esse chão vai açoitar.
Ventania, truculenta,
Muitos mais vai castigar.
O que será da plantação,
Das flores, de seus produtos,
Se cerrares a visão?
Quem quiser, da primavera,
Seus encantos, seus redutos,
Nesta vida, nesta Era,
Tem que cultivar os frutos.
Luzia M. Cardoso
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
De Minha Lavra
De Minha Lavra
Quando ando pelas ruas
E vejo gente no chão,
Largada em calçadas nuas,
Invisíveis à multidão...
Quando entro em algum pátio
E vejo tanta produção.
E nas esteiras, mil olhos
tristes,
Com o pesadelo de então...
Quando encontro largos tetos,
Sobre longos metros de chão...
E fora, gente ao relento,
Sem direito à habitação...
Eu não sei o que me dá
Quando aquilo me invade.
É uma grossa substância,
De ondulante verbo,
Que me faz soltar o verso,
Da garganta, o adverso.
E eu verso aquela gente
Para mostrar o que passa,
O que quer e o que sente
Quem se larga por lá.
E como longo é o tempo,
Diferente dos de cá.
Lá tem o mais longo segundo.
Segundo lento a se arrastar.
Com vidas ao sabor do vento,
Violento,
Que as lança sem nada pesar.
De pronto, me pega o poema
Pelo verbo no reverso
Do verso de meu avesso.
Sem doçura ou estratagema.
Apontado, entra fundo,
Fica lá dentro, imerso.
Verso o que não se abre em
flor,
Que não abraça, nem acalanta.
Verso o grito,
Grito de dor,
À luz do dia a dia que me afronta.
Nas pontas de meus dedos, verso.
Verso pedradas que confrontam
As vidraças das praças,
que se fecham à calçada.
Vidraças que guardam o que contam
Fabricantes de desgraças.
Os meus versos nascem amargos
E eu não os quero adoçar.
Que os sintam os que passam
ao largo
Dos sem almoço e jantar.
Mais os meus versos afio,
E os afio para mais penetrar.
Que entrem profundo nas almas,
E que incomodem quem só quer fornicar.
Meu poema sai das caldeiras
Em altas temperaturas,
Endurece nas geleiras
Das mais frias criaturas.
Meu poema é dedo em riste
Apontando a transfusão
Do nosso anêmico sangue
Para o nutrido tubarão.
Meu poema é tesoura afiada
Sobre a pele da cegueira.
Fere e rasga a cortina
Daquela seda esfumaçada
Que encobre, cretina,
Quem nos monta com esporas,
Nos confunde e desatina,
E nos sangra as cadeiras.
Luzia M. Cardoso
RJ, 05\01\2018
domingo, 31 de dezembro de 2017
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
2018 por Inteiro
2018 por Inteiro
Eu quero ver as esquerdas nas ruas,
Megafones e carros de som ecoando
nas portas de fábricas, empresas,
nas entradas de terminais rodoviários,
ferroviários, metroviários
e nos centros comerciais
de cada bairro popular!
Eu quero ouvir o grito forte do trabalhador,
do estudante...
Militante, simpatizante,
organizado, desagregado
Sempre atuante...
Eu quero ouvir o coração
de cada cidadão, de cada cidadã,
bumbando forte o sangue quente
que corre nas veias
ferventes de verão.
Eu quero, por ser massa,
o povo fermento
em marcha unificada,
em marcha unificada,
bairro a bairro,
gueto a gueto,
tomando as estradas,
dobrando as esquinas,
rompendo os becos...
Despachando encruzilhadas!
Eu quero nossas cabeças erguidas,
elevando os nossos à linha do horizonte!
Eu quero nossos pés firmes, no chão,
Em movimento e sempre em frente!
Eu quero as nossas mãos ativas, juntas,
desentulhando todo esse caminho
que é nosso!
Eu quero te olhar
e eu quero que me olhe,
como eu me olho
e você se olha
nos espelhos nossos de cada dia!
Eu quero que o meu,
eu quero que o teu,
eu quero que o nosso futuro
seja por nós garantido,
arrancando-o das vitrines caras e luxuosas...
Terminais do mercado financeiro!
EU QUERO QUE FAÇAMOS
QUE O NATAL SEJA REAL!
EU QUERO UM ANO NOVO,
QUE GARANTA QUE A VIDA
SEJA BENDITA
- ABENÇOANDO O FRUTO -
PARA CADA UM DE NÓS!
- ABENÇOANDO O FRUTO -
PARA CADA UM DE NÓS!
EU QUERO, PARA TODOS NÓS,
O 2018 POR INTEIRO!!!
Luzia M. Cardoso
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