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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Tucanos com Urubus (Triolé)






Tucanos com Urubus 



Em terras que têm tucanos,
Urubus vivem por lá.
Carniças, traçam insanos.
Em terras que têm tucanos,
Há acordos levianos,
Muito lero e blá-blá-blá.
Em terras que têm tucanos,
Urubus vivem por lá.


Luzia M. Cardoso

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Papagaio! (Triolé)


Papagaio!


Papagaio! Vejam só,
Tucanos tiram o couro,
Depenam sem sentir dó.
Papagaio! Vejam só,
Ao largo do xilindró,
Levam no bico... E ouro.
Papagaio! Vejam só,
Tucanos tiram o couro.

Luzia M. Cardoso

domingo, 20 de maio de 2018

Triolé da Abelhinha





Triolé da Abelhinha



Está zangada a abelhinha
Zumbindo a te cercar.
Já te persegue a bichinha!
Está zangada a abelhinha.
Dispara, feito flechinha,
Pronta para ferroar.
Está zangada a abelhinha
Zumbindo a te cercar.



Luzia M. Cardoso


Um poeminha para Meiry.

A Ronda



Ronda 


Ronda a Noite, invade a favela,
Apaga as luzes que há por lá.
O disparo frio dos olhos dela
Gela tudo, aqui, aí, acolá...

Se sonhos de meninos têm mil cores,
As cores se assombram com as velas...
Há cera quente escorrendo dores,
Nutrindo os enredos de novelas.

Faces se contraem à escuridão
Nas ondas que atormentam a Maré,
Que cobrem a Rocinha, Alemão...
Correntes qu’arrastam o Jacaré.

A carga cai nos guetos do Brasil
E tudo sob um céu azul anil.

Luzia M. Cardoso

domingo, 13 de maio de 2018

Mãe


Mãe


Mãe,
Ondas, rondas enervantes...
Maré, maremoto a marejar.
Faz remar, faz remar, faz remar...

Mãe,
Areia morna, escaldante...
Canto, encanto a acalmar.
Faz sonhar, faz sonhar, faz sonhar...

Mãe, 
Ar, invento penetrante...
Brisa, furacão a variar.
Faz girar, faz girar, faz girar...


Luzia M. Cardoso

sexta-feira, 11 de maio de 2018

No Andar de Cima



No Andar de Cima



É por lá, no andar de cima,
Que o silêncio fala ao cais.
Enquanto fala, ilumina
Os seus sonhos mais vitais.

Lá, entre quatro paredes,
Tão concretas quão incertas,
Tem em grades de saudades
As injúrias abjetas.

Entre cama e cadeiras,
Muitas cartas... Sempre mais:
Cores, lemas e bandeiras...

Das vigílias nas calçadas,
Ergue-se um forte do cais.
Velas ao vento içadas! 

Luzia M. Cardoso

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Zé Ninguém (Triolé)



Zé Ninguém



Zé Ninguém, apenas eco.
Não pensa por ele, não!
Inflado de repeteco,
Zé Ninguém, apenas eco.
Vira a cara pra “textão".
Zé Ninguém, apenas eco.
Não pensa por ele, não!


Luzia M. Cardoso

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