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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.
A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
http://twitter.com/#!/luzia48
Direitos autorais registrados na FBN
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017
domingo, 15 de outubro de 2017
sábado, 30 de setembro de 2017
Malas
Malas
Malas fechadas,
repletas, caras,
voando alto,
caiam fazendas,
branqueiam empresas,
também, salões
de altas mansões.
Descem em planaltos,
planícies, asfaltos,
por terra e mar...
Saltam em porões
das delações.
Se chegam aos morros.
becos e ruelas,
Pó de favelas.
De mão em mão,
caem nos espaços
dos pratos rasos
dos que queriam
um par de asas
Para voarem
além das sombras
das periferias.
Lá, não sobram malas.
Lá, só mandam balas.
Lá, jaz no asfalto
esperanças frias.
E a média fachada
bate as panelas
da euforia.
Luzia M. Cardoso
RJ, 30\09\2017
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Tempos de Mim
Tempos de Mim
Às vezes,
leve como uma manhã primaveril.
Noutras,
tempestades, trovoadas
e ventania em alto mal.
Luzia M. Cardoso
RJ, 29\09\2017
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
sexta-feira, 16 de junho de 2017
GRILHÕES
Grilhões
Co’Amor de minha vida
Pensei em ser feliz,
Logo, surpreendida,
Co’a vida por um triz.
Xingou-me de vadia,
Piranha, arrombada...
Que,’agora, me queria
Ver morta na estrada
Desfez do que eu fiz,
De todos os meus amigos
Cortou-me a raiz.
E diz que me protege
Tornando-se o perigo,
Pintando-me de bege.
Depois dos safanões,
Dos chutes, bofetadas,
Suplica por perdões,
... Me sinto tão
culpada...
Rasgou meus documentos,
Movido a rancor.
De mágicos momentos,
Ao inferno da dor.
Diz que se arrependeu
Que não estava em si
Quando me ofendeu
Eu sinto tanta pena,
Que fico presa aqui,
Com rezas e novena.
Há dias de carinho
Seguidos às explosões.
Lá fora, tão mansinho...
Cá dentro, turbilhões.
Até pensei fugir...
Olhando os meus filhos,
Não vi pra onde ir,
Com tantos empecilhos...
Há os que acreditam
Que gosto d’apanhar
E muitos me evitam.
Pensam que sozinha
Posso me libertar
Do mal que s’avizinha.
Em mim, não creio mais,
Sinto não ter saída.
Distante da tal Paz
Em trágica partida
E sigo a vida assim...
Rodo num ciclo louco.
Sem forças, já sem mim...
Morrendo, pouco a pouco.
Às vezes, na certeza
De ser o próprio mal,
Largo-me à correnteza...
Noutras, já acredito
Ser tudo tão normal,
Fecho meu veredito...
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