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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.
A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
http://twitter.com/#!/luzia48
Direitos autorais registrados na FBN
Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.
Luzia M.Cardoso
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Triolé do Meu Bom Amigo
Triolé do Meu Bom Amigo
Atravessa os dezesseis,
Meu cãozinho tão querido
Que abana um talvez...
Atravessa os dezesseis.
Dribla, do tempo, as leis
Da coleira do perigo.
Atravessa os dezesseis,
Meu cãozinho tão querido.
Luzia M. Cardoso
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Triolé do Gato no Muro
Triolé do Gato no Muro
Todo gato sobe o muro.
Quando sobe, quer saltar.
Dia e noite, claro, escuro,
Todo gato sobe o muro
E não mede o apuro,
Nem tenta s’assegurar.
Todo gato sobe o muro
Quando sobe, quer saltar.
Luzia M. Cardoso
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
Terra Lavrada
Terra
Lavrada
Sol que arde sobre a terra
Poderá rachar o chão.
Se quem lavra os olhos cerra,
Só verá devastidão.
Pois a chuva violenta
Esse chão vai açoitar.
Ventania, truculenta,
Muitos mais vai castigar.
O que será da plantação,
Das flores, de seus produtos,
Se cerrares a visão?
Quem quiser, da primavera,
Seus encantos, seus redutos,
Nesta vida, nesta Era,
Tem que cultivar os frutos.
Luzia M. Cardoso
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
De Minha Lavra
De Minha Lavra
Quando ando pelas ruas
E vejo gente no chão,
Largada em calçadas nuas,
Invisíveis à multidão...
Quando entro em algum pátio
E vejo tanta produção.
E nas esteiras, mil olhos
tristes,
Com o pesadelo de então...
Quando encontro largos tetos,
Sobre longos metros de chão...
E fora, gente ao relento,
Sem direito à habitação...
Eu não sei o que me dá
Quando aquilo me invade.
É uma grossa substância,
De ondulante verbo,
Que me faz soltar o verso,
Da garganta, o adverso.
E eu verso aquela gente
Para mostrar o que passa,
O que quer e o que sente
Quem se larga por lá.
E como longo é o tempo,
Diferente dos de cá.
Lá tem o mais longo segundo.
Segundo lento a se arrastar.
Com vidas ao sabor do vento,
Violento,
Que as lança sem nada pesar.
De pronto, me pega o poema
Pelo verbo no reverso
Do verso de meu avesso.
Sem doçura ou estratagema.
Apontado, entra fundo,
Fica lá dentro, imerso.
Verso o que não se abre em
flor,
Que não abraça, nem acalanta.
Verso o grito,
Grito de dor,
À luz do dia a dia que me afronta.
Nas pontas de meus dedos, verso.
Verso pedradas que confrontam
As vidraças das praças,
que se fecham à calçada.
Vidraças que guardam o que contam
Fabricantes de desgraças.
Os meus versos nascem amargos
E eu não os quero adoçar.
Que os sintam os que passam
ao largo
Dos sem almoço e jantar.
Mais os meus versos afio,
E os afio para mais penetrar.
Que entrem profundo nas almas,
E que incomodem quem só quer fornicar.
Meu poema sai das caldeiras
Em altas temperaturas,
Endurece nas geleiras
Das mais frias criaturas.
Meu poema é dedo em riste
Apontando a transfusão
Do nosso anêmico sangue
Para o nutrido tubarão.
Meu poema é tesoura afiada
Sobre a pele da cegueira.
Fere e rasga a cortina
Daquela seda esfumaçada
Que encobre, cretina,
Quem nos monta com esporas,
Nos confunde e desatina,
E nos sangra as cadeiras.
Luzia M. Cardoso
RJ, 05\01\2018
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