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Aqui trataremos de tudo aquilo que nos emociona.

A vida, em todas as suas formas e manifestações, nos leva a fortes emoções.

Espero poder traduzir, em versos e rimas, as expressões da vida com as quais eu tiver contato.



Luzia M.Cardoso
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sábado, 9 de outubro de 2010

Balada (Luzia e Odir)



Nós somos amantes, galope festeiro,
com nossos corpos bem juntinhos no ar,
fazendo ondas nessas águas de amar.
E sempre brincando, de jeito brejeiro,
somos parceiros nesse doce cruzeiro.
O céu está lindo, e a noite estrelada...
E na madrugada, nos brinda a alvorada.
Nós voltamos lentos, mas logo aquecemos.
Dos nossos instantes, a hora não vemos,
banhados de beijos por essa balada!

O ar nos acolhe em colchas airosas,
colhendo carinhos nas copas dos ventos,
poemas povoam nossos pensamentos,
respiras romances no rosto de rosas.
Desnuda, desfilas dolências dengosas,
enquanto em meus braços te sinto colada,
amando o meu corpo e bem mais sendo amada,
vivendo a ventura do amor que vivemos.
Dos nossos instantes, a hora não vemos,
banhados de beijos por essa balada!

E vem o vento nos fazer serenata
tocando a valsa que nós vamos dançar,
e bailamos leves à beira do mar.
No alto, um céu como pedra de ágata,
com raios dourados, jorrando em cascata,
que vêm para ungir a eterna alvorada.
Os pássaros saem de sua morada,
trazendo colares que tiram dos remos.
Dos nossos instantes, a hora não vemos,
banhados de beijos por essa balada! 

E vamos que vamos vivendo o momento
do doce mareio nas ondas de sal,
somente sorrisos sonhando, afinal,
pois além de nós dois, não há pensamento.
Cantamos cantigas nas vozes do vento,
da vida lá fora pensando em mais nada,
tementes de ver nossa vida mudada,
diferenciada do amor que hoje cremos.
Dos nossos instantes, a hora não vemos,
banhados de beijos por essa balada! 
 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Viagem (Luzia e Rubenio Marcelo)


Percorrendo os trilhos de minha vida,
descubro uma ponte, toda encoberta.
A felicidade, meio perdida,
reluzindo longe, como um alerta.

E, perante os fanais da descoberta,
um impulso estupendo me convida
pra que eu prossiga assim na rota certa,
fecundando a minh'alma assaz florida...

Peregrino, eu palmilho este caminho
plantando muitas cores pelo chão.
Beijo o futuro co'um caramanchão...

E em risonhos jardins eu me aninho
Festejando esta paz, qual passarinho
Que carrega em seu bico a amplidão!

(Luzia Cardoso / Rubenio Marcelo)

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